Licença-paternidade de 10 dias a partir de janeiro de 2027

A partir de 1º de janeiro de 2027, a licença-paternidade passa de 5 para 10 dias. Ela sobe para 15 dias em 2028 e pode chegar a 20 dias em 2029.

A mudança vem da Lei 15.371, sancionada em 31 de março de 2026. Além dos dias a mais, o pai ganha um benefício novo da Previdência, o salário-paternidade, e proteção contra a dispensa.

Par de sapatos azul-marinho de adulto, sapatinhos brancos de bebê e três pilhas de quadradinhos de alturas crescentes

Quantos dias o pai tem em cada ano?

A lei aumenta a licença aos poucos. Os dias contam a partir do nascimento, da adoção ou da guarda para adoção.

A partir deLicença-paternidadeNa Empresa Cidadã
Hoje, em 20265 dias20 dias
1º de janeiro de 202710 dias25 dias
1º de janeiro de 202815 dias30 dias
1º de janeiro de 202920 dias35 dias
Lei 15.371, de 2026, arts. 10 e 11. Os 20 dias de 2029 dependem de o governo cumprir a meta fiscal do ano anterior.

As empresas do programa Empresa Cidadã continuam a dar 15 dias a mais, somados aos dias da lei.

Se o filho nasce com deficiência, a licença ganha 1/3 a mais. Em 2027, os 10 dias passam a ser cerca de 13 dias.

Se a mãe ou o bebê ficam internados por causa do parto, a licença para de correr e volta a contar depois da alta.

Quem paga o salário do pai nesses dias?

Até 2026, a empresa paga os 5 dias como salário normal. A partir de 2027, o pagamento passa a ser um benefício da Previdência Social, o salário-paternidade.

Para quem tem carteira assinada, quase nada muda no bolso. A empresa paga o valor e depois é reembolsada pela Previdência. A forma do reembolso fica para um regulamento.

O valor é a remuneração integral, proporcional aos dias. Num salário de R$ 3.000, os 10 dias de 2027 valem R$ 1.000. O salário-paternidade paga INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) como o salário.

  • Empregado de empresa, a empresa paga e é reembolsada.
  • Empregado de MEI (Microempreendedor Individual) e trabalhador avulso, o INSS paga direto.
  • Empregado doméstico, o INSS paga direto, pelo último salário de contribuição.

O pai pode ser demitido depois da licença?

Não sem justa causa, por um tempo. Do primeiro dia da licença até 1 mês depois do fim dela, a empresa não pode dispensar o pai sem motivo grave.

A lei também protege quem avisa a empresa e é dispensado antes da licença começar. Nesse caso, a empresa paga em dobro o período da garantia.

Veja as outras garantias no guia de estabilidade no emprego.

O que o pai precisa fazer antes do parto?

A lei pede um aviso à empresa com pelo menos 30 dias de antecedência, com a data provável do parto.

  • Entregue o atestado médico com a data provável do parto. Na adoção, entregue a certidão da Vara da Infância.
  • Se o bebê nascer antes, a licença começa na hora. Avise a empresa assim que der e entregue o papel depois.
  • Depois do nascimento, entregue a cópia da certidão de nascimento.
  • Se quiser emendar as férias na licença, avise também 30 dias antes da data provável do parto.

Durante a licença, o pai não pode ter outro trabalho pago. A lei diz que ele deve participar dos cuidados com a criança.

E quem tem filho em dezembro de 2026?

A lei passa a valer em 1º de janeiro de 2027. Para nascimento até 31 de dezembro de 2026, a regra é a de hoje, com 5 dias e salário pago pela empresa.

A lei não traz regra para a licença que começa em 2026 e termina em 2027. Se for o seu caso, peça ao RH (recursos humanos) a resposta por escrito, com o número de dias e quem paga cada um.

As regras completas da licença da mãe e do pai estão no guia de licença-maternidade e licença-paternidade.